O Flamengo terá o Estudiantes, da Argentina, pela frente nas semifinais da Libertadores. O confronto coloca novamente os dois clubes no caminho da competição: eles já se enfrentaram duas vezes na fase de grupos, com um empate em 1 a 1 em La Plata e uma vitória do Rubro-Negro por 1 a 0 no Maracanã.
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O clube argentino chega à semifinal após terminar o Grupo A em segundo lugar e eliminar Universidad Católica e Corinthians no mata-mata. Nas quartas, venceu o Timão por 1 a 0 na Neo Química Arena e avançou com 2 a 1 no agregado.
Com quatro títulos da Libertadores no currículo, o “Pincha” volta às semifinais pela primeira vez desde 2009, quando conquistou a última de suas quatro taças continentais. O time comandado por Alexander “Cacique” Medina combina organização defensiva, intensidade sem a bola e velocidade para atacar os espaços.
Como joga o Estudiantes?
Desde a chegada de Alexander Medina, o Estudiantes passou a trabalhar com uma proposta baseada em pressão, compactação e transições rápidas. O time pode pressionar a saída adversária em determinados momentos, mas também sabe recuar suas linhas para formar um bloco compacto próximo ao meio-campo e à entrada da área.
A ideia é diminuir os espaços por dentro, recuperar a bola e acelerar rapidamente pelos lados. Jogadores como Tiago Palacios, Brian Aguirre, Edwuin Cetré e Eric Meza são utilizados para dar velocidade às transições e atacar a defesa adversária com campo aberto.
A equipe de Alexander Medina tem utilizado o 4-4-2, especialmente nos confrontos eliminatórios. Contra o Corinthians, nas quartas de final, o Estudiantes apostou em duas linhas de quatro jogadores e uma dupla de ataque formada por Joaquín Correa e Guido Carrillo.
Outro ponto importante é a bola parada. Nos dois jogos das quartas de final contra o Corinthians, por exemplo, o Estudiantes voltou a mostrar essa característica. Na ida, sete das 14 finalizações da equipe argentina tiveram origem em jogadas de bola parada, incluindo o gol de Alexis Castro após escanteio.
O jogo aéreo também aparece como uma arma importante, especialmente pela presença de Guido Carrillo. O centroavante é uma referência para as bolas alçadas na área e pode funcionar tanto como finalizador quanto como pivô para a chegada dos jogadores de trás.
Campanha do Estudiantes na Libertadores
- Fase de grupos: empate em 1 a 1 com o Independiente Medellín, na Colômbia.
- 2ª rodada: vitória por 2 a 1 sobre o Cusco FC, em La Plata.
- 3ª rodada: empate em 1 a 1 com o Flamengo, em casa.
- 4ª rodada: empate em 1 a 1 com o Cusco FC, no Peru.
- 5ª rodada: derrota por 1 a 0 para o Flamengo, no Maracanã.
- 6ª rodada: vitória por 1 a 0 sobre o Independiente Medellín, em casa.
- Classificação: terminou o Grupo A na segunda colocação, com nove pontos.
- Oitavas de final: empatou em 1 a 1 com a Universidad Católica, em casa, e venceu por 3 a 0 no Chile.
- Quartas de final: empatou em 1 a 1 com o Corinthians, em La Plata, e venceu por 1 a 0 na Neo Química Arena.
Ao todo, o Estudiantes disputou dez partidas nesta Libertadores, com quatro vitórias, cinco empates e apenas uma derrota. Foram 11 gols marcados e oito sofridos.
Quem são os destaques do Estudiantes?
Guido Carrillo

Guido Carrillo é a principal referência ofensiva do Estudiantes. O centroavante soma três gols na Libertadores, sendo um deles no empate por 1 a 1 com o Flamengo, na fase de grupos.
O atacante foi ainda mais decisivo nas oitavas de final. Diante da Universidad Católica, no Chile, marcou dois gols na vitória por 3 a 0 que confirmou a classificação do clube argentino para as quartas.
Formado pelo próprio Estudiantes, Carrillo também exerce o papel de capitão e é o maior artilheiro da história do clube na Libertadores, com 14 gols. Além da capacidade de finalização, destaca-se pelo jogo aéreo e pela capacidade de proteger a bola de costas para o gol.
Alexis Castro
Alexis Castro se tornou um dos principais nomes do Estudiantes justamente na reta decisiva da Libertadores. O meio-campista foi decisivo nos dois jogos contra o Corinthians, marcando na ida, em La Plata, e novamente na volta, em São Paulo, quando fez o gol que garantiu a classificação argentina.
O primeiro gol saiu logo aos quatro minutos do jogo de ida, quando Castro aproveitou o rebote após cabeçada de Guido Carrillo. No segundo confronto, apareceu aos 43 minutos do segundo tempo e acertou um bonito voleio para definir a vitória por 1 a 0 na Neo Química Arena.
Meia de chegada à área, Castro combina movimentação e capacidade para aparecer em zonas de finalização. Além dos gols, também participa da construção ofensiva e pode ser importante nas jogadas de bola parada.
Fernando Muslera

No gol, a experiência de Fernando Muslera é um dos principais trunfos do Estudiantes. Aos 40 anos, o uruguaio segue como titular e foi destacado pela própria Conmebol como um dos pilares da campanha continental.
Muslera disputou todos os 540 minutos da fase de grupos e teve atuações importantes principalmente fora de casa. Na altitude de Cusco, por exemplo, foi decisivo para o Estudiantes sair com um empate diante do time peruano.
O goleiro também carrega uma longa trajetória internacional. Foram quase duas décadas entre clubes como Lazio e Galatasaray, além de cinco participações em Copas do Mundo pela seleção uruguaia.
Joaquín Correa
Uma das novidades do Estudiantes para o mata-mata foi o retorno de Joaquín “Tucu” Correa. Revelado pelo clube, o atacante voltou a La Plata em agosto, quase 12 anos depois de deixar a equipe para seguir carreira na Europa.
O argentino assinou contrato até 2028 e foi inscrito para a sequência da Libertadores. Antes de retornar ao Estudiantes, passou por Sampdoria, Sevilla, Lazio, Inter de Milão, Olympique de Marselha e Botafogo, além de defender a seleção argentina.
A experiência internacional é justamente um dos principais diferenciais de Tucu Correa. O jogador pode atuar como segundo atacante ou meia mais avançado, aproximando-se de Carrillo e ajudando a conectar o meio-campo com o setor ofensivo.
Estudiantes foi campeão argentino em 2025
A boa campanha internacional é consequência também do momento vivido pelo clube nos últimos anos. Em 2025, o Estudiantes conquistou o Torneo Clausura, derrotando o Racing nos pênaltis após empate por 1 a 1 na final.
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Na campanha até o título, o Pincha eliminou Rosario Central, Central Córdoba e Gimnasia no mata-mata. Depois, ainda conquistou o Trofeo de Campeones, com vitória por 2 a 1 sobre o Platense.
O título nacional garantiu mais uma participação do Estudiantes na Libertadores e manteve o clube entre os principais representantes argentinos no futebol continental.
Como está o Estudiantes no Campeonato Argentino?
O desempenho no Campeonato Argentino, porém, é mais irregular do que a campanha na Libertadores. Após nove rodadas do Torneo Clausura 2026, o Estudiantes soma 10 pontos e aparece na 11ª colocação do Grupo A, com três vitórias, um empate e cinco derrotas. São nove gols marcados e nove sofridos.
A equipe vinha de uma derrota por 1 a 0 para o Vélez antes de reagir na rodada seguinte. Em 12 de setembro, o Estudiantes venceu o Platense por 2 a 1.
A diferença entre as campanhas ajuda a explicar como o time argentino tem concentrado sua melhor versão nos grandes jogos. Enquanto oscila no torneio nacional, conseguiu manter uma sequência competitiva na Libertadores e eliminou dois adversários no mata-mata.
Alexander Medina assume o comando

Alexander Medina chegou ao Estudiantes em fevereiro de 2026, após a saída de Eduardo Domínguez, que deixou o clube para assumir o Atlético-MG.
O uruguaio já tinha experiência em competições continentais. Como técnico do Vélez, chegou às semifinais da Libertadores de 2022, além de ter passado por Nacional-URU, Internacional e Granada.
No Estudiantes, Medina rapidamente adotou uma proposta baseada em intensidade, organização sem a bola e transições rápidas.
O treinador também manteve a importância de jogadores experientes, como Muslera, Carrillo e outros nomes do elenco, ao mesmo tempo em que abriu espaço para jovens formados no clube.
Números do Estudiantes nesta Libertadores
- Jogos: 10
- Vitórias: 4
- Empates: 5
- Derrotas: 1
- Gols marcados: 11
- Gols sofridos: 8
- Jogos sem sofrer gols: 3
- Pontos na fase de grupos: 9
- Artilheiros: Guido Carrillo e Tiago Palacios, com 3 gols cada na competição
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