Cinco títulos, dois vice-campeonatos, participação em todas as edições. É inegável que o Brasil é o país de maior sucesso na história das Copas, a seleção que atrai atenção de todos os cantos do planeta.
A trajetória do Brasil nos Mundiais já produziu momentos inesquecíveis. Jogos épicos, com vitórias que pararam a nação e colocaram o povo na rua para celebrar classificações ou títulos.
O 365Scores fez um exercício para listar, dentre os 114 jogos que o Brasil já disputou até aqui em Copas, os cinco mais impactantes. Os maiores. Os melhores. Os mais emocionantes.
Não foi fácil e, como toda lista, esta provavelmente levantará muitas polêmicas. Confira e vote na nossa enquete, dando sua opinião.
Brasil 4 x 1 Itália (1970 – Final)
Disputada num abarrotado Estádio Azteca, na Cidade do México, a final da Copa do Mundo de 1970 é a obra de arte de uma das maiores (a maior?) seleções de todos os tempos.
Com um time que acumulava talentos como Pelé, Jairzinho, Rivellino e Tostão, o Brasil venceu todos os seus seis jogos na competição, marcando 19 gols – média superior a 3 por partida.
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A decisão diante da Itália definiria o primeiro tricampeão mundial, valendo a posse definitiva da Taça Jules Rimet. Depois de um primeiro tempo com mais equilíbrio, que terminou empatado em 1 a 1, o Brasil tomou conta do jogo na etapa final.
Gérson marcou um golaço em chute de longa distância, Jairzinho ampliou e aí veio uma obra-prima em forma de gol. Clodoaldo enfileirou dribles em italianos, Jairzinho partiu para cima pela esquerda e acionou Pelé, que deu o passe mais açúcarado da história do futebol para Carlos Alberto Torres fuzilar o goleiro Albertosi.
Ficha Técnica:
- Placar: Brasil 4 x 1 Itália
- Data: 21 de junho de 1970
- Gols: Pelé (18′ 1ºT), Gérson (21′ 2ºT), Jairzinho (26′ 2ºT) e Carlos Alberto Torres (42′ 2ºT); Boninsegna (37′ 1ºT)
- Escalação do Brasil: Félix; Carlos Alberto Torres, Brito, Piazza e Everaldo; Clodoaldo e Gérson; Jairzinho, Tostão, Pelé e Rivellino. Técnico: Zagallo.
Brasil 5 x 2 Suécia (1958 – Final)
A Copa do Mundo de 1958, na Suécia, exorcizou todo um passado de fantasmas na seleção brasileira, que sofria com o que na época era chamado de “complexo de vira-latas”. O Maracanazo de 1950 ainda estava muito vivo na memória de todos.
Naquele Mundial, porém, o Brasil tinha pela primeira vez o genial e imprevisível Garrincha na ponta direita, além de um camisa 10 de apenas 17 anos que se tornaria o Rei do Futebol: Pelé.
Depois de passar por União Soviética, Inglaterra e Áustria na fase de grupos, o Brasil eliminou o País de Gales e a França, do artilheiro Just Fontaine, no caminho para a decisão diante dos donos da casa. Um sorteio definiu que a Suécia jogaria de amarelo. O Brasil escolheu vestir azul.
O fantasma das derrotas assombrou o Brasil logo aos 4 minutos, quando Liedholm abriu o placar para os suecos. Mas numa cena que seria por muito tempo lembrada, Didi pegou a bola no fundo da rede e andou lentamente até o meio de campo, acalmando seus companheiros. A virada, dizem, começou ali.
Cinco minutos depois, Garrincha escapou pela direita e cruzou para Vavá empatar. Em lance semelhante, Vavá virou ainda no primeiro tempo.
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Na segunda etapa, Pelé marcaria um gol antológico. Após lançamento da esquerda, o craque matou a bola no peito, deu um chapéu num zagueiro sueco e finalizou sem deixar a bola cair. O Rei do Futebol ainda fecharia o placar em 5 a 2, de cabeça, nos minutos finais.
O Brasil era campeão do mundo pela primeira vez. O capitão Bellini imortalizaria ali o ato de erguer o troféu acima da cabeça.
Ficha Técnica:
- Placar: Brasil 5 x 2 Suécia
- Data: 29 de junho de 1958
- Gols: Vavá (9′ e 32′ 1ºT), Pelé (10′ e 45′ 2ºT) e Zagallo (23′ 2ºT); Liedholm (4′ 1ºT) e Simonsson (35′ 2ºT)
- Escalação do Brasil: Gilmar; Djalma Santos, Bellini, Orlando Peçanha e Nílton Santos; Zito e Didi; Garrincha, Vavá, Pelé e Zagallo.
Brasil 2 x 0 Alemanha (2002 – Final)
A final da Copa de 2002, em Yokohama, no Japão, marcou o primeiro encontro entre Brasil e Alemanha na história dos Mundiais (nem vamos lembrar aqui do segundo e tenebroso duelo, na Copa de 2014….).
O Brasil chegou à decisão com 100% de aproveitamento, conduzido por craques como Rivaldo, Ronaldinho Gaúcho e Roberto Carlos. Do outro lado, a muralha alemã simbolizada pelo goleiro Oliver Kahn, que havia sido eleito, antes da partida, o melhor jogador da Copa. O destino, que tanto gosta de brincar conosco, aprontaria uma das suas…
Após um primeiro tempo nervoso, o Brasil abriria o placar justamente com uma falha do intransponível Kahn. Rivaldo chutou de longe, o goleiro alemão “bateu roupa” e Ronaldo Fenômeno apareceu na pequena área para fazer 1 a 0.
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Doze minutos depois, Rivaldo fez um corta-luz maravilhoso e Ronaldo chutou colocado, no cantinho esquerdo de Kahn. Catarse total e festa verde-amarela em Yokohama e em todo o território brasileiro. O penta estava garantido.
Ficha Técnica:
- Placar: Brasil 2 x 0 Alemanha
- Data: 30 de junho de 2002
- Gols: Ronaldo (22′ e 34′ 2ºT)
- Escalação do Brasil: Marcos; Lúcio, Edmílson e Roque Júnior; Cafu, Gilberto Silva, Kléberson, Roberto Carlos e Ronaldinho Gaúcho (Juninho Paulista); Rivaldo e Ronaldo (Denílson).
Brasil 3 x 2 Holanda (1994 – Quartas de Final)
A seleção brasileira de 1994 se caracterizou pelo paradoxo. Ao mesmo tempo em que ia avançando, e terminaria por conquistar o título, encerrando um jejum de 24 anos, não encantava o torcedor.
Críticas às atuações se acumulavam, assim como as vitórias apertadas (1 a 0 sobre os EUA nas oitavas, 1 a 0 sobre a Suécia nas semifinais, e um triunfo nos pênaltis na decisão contra a Itália).
Diante da Holanda, porém, o Brasil fez sua melhor partida naquela Copa. E, do outro lado, a Laranja Mecânica também teve uma exibição incrível, proporcionando um confronto de tirar o fôlego. Quem estava diante da TV não podia piscar. Buscar uma água (ou outra bebida) na cozinha era impensável.
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O jogo era válido pelas quartas de final, mas com uma carinha de final antecipada. Sob o forte calor de Dallas, o primeiro tempo foi nervoso e de poucas chances. A tensão era latente.
Na segunda etapa, nada menos do que cinco gols tornaram o jogo um dos mais eletrizantes da história. Bebeto cruzou da esquerda e Romário (“Vai Romáriooooo“, narraria Galvão Bueno) acertou um bate-pronto lindo para abrir o placar.
Dez minutos depois, Bebeto entrou livre na área, driblou o goleiro e ampliou, celebrizando a icônica comemoração do “embala bebê“, em homenagem ao seu recém-nascido filho. O jogo parecia bem encaminhado.
A Holanda, porém, descontou no minuto seguinte, com Bergkamp, e empatou com Winter. O Brasil parecia ruir, cansado. Até que Branco acerta um chutaço em cobrança de falta, Romário se desvia da bola no melhor estilo “Matrix” e ela dá um beijo na trave esquerda holandesa antes de entrar. Brasil 3 a 2. O resto seria história.
Ficha Técnica:
- Placar: Brasil 3 x 2 Holanda
- Data: 9 de julho de 1994
- Gols: Romário (8′ 2ºT), Bebeto (18′ 2ºT) e Branco (36′ 2ºT); Bergkamp (19′ 2ºT) e Winter (31′ 2ºT)
- Escalação do Brasil: Taffarel; Jorginho, Aldair, Márcio Santos e Branco (Cafu); Mauro Silva, Dunga, Mazinho (Raí) e Zinho; Bebeto e Romário.
Brasil 6 x 5 Polônia (1938 – Oitavas de Final)
O Brasil não seria campeão da Copa de 1938, disputada na França – terminaria em terceiro lugar. De qualquer forma, o jogo disputado em Estrasburgo, pelas oitavas de final, é até hoje lembrado como um dos mais imprevisíveis da história dos Mundiais.
Chovia muito na cidade francesa, e o campo ficou pesado, enlameado. O Brasil abriu 3 a 1 no primeiro tempo. Depois do intervalo, o polonês Wilimowski empilharia gols, marcando três, incluindo um no último minuto, empatando o duelo em 4 a 4 e forçando a prorrogação.
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No tempo extra, Leônidas da Silva, o “Diamante Negro”, marcaria duas vezes – sendo um gol descalço, após ter perdido a chuteira na lama. O árbitro não percebeu e o lance foi validado.
Wilimowski ainda descontaria para a Polônia, encerrando o jogo num frenético 6 a 5. É, até hoje, a partida da Seleção com maior números de gols numa Copa. Difícil imaginar que essa marca seja quebrada.
Ficha Técnica:
- Placar: Brasil 6 x 5 Polônia (após prorrogação; 4 x 4 no tempo normal)
- Data: 5 de junho de 1938
- Gols: Leônidas da Silva (18′ 1ºT, 3′ e 14′ 1ºT da Prorr.), Romeu Pellicciari (29′ 1ºT) e Perácio (41′ 1ºT e 13′ 2ºT); Scherfke (23′ 1ºT), Wilimowski (8′ 2ºT, 14′ 2ºT, 44′ 2ºT e 12′ 2ºT da Prorr.)
- Escalação do Brasil: Batatais; Domingos da Guia e Machado; Zezé Procópio, Martim Silveira e Afonsinho; Lopes, Romeu Pellicciari, Leônidas da Silva, Perácio e Hércules.
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